Mariana Claudia Broens


The Importance of Sensing One’s Movements in the World for the Sense of Personal Identity


*em colaboração com

Willem Ferdinand Geradus Haselager

e Maria Eunice Quilici Gonzalez


Within philosophy and cognitive science, the focus in relation to the problem of personal identity has been almost exclusively on the brain. We submit that the resulting neglect of the body and of bodily movements in the world has been detrimental in understanding how organisms develop a sense of identity. We examine the importance of sensing one’s own movements for the development of a basic, nonconceptual sense of self. More specifically, we argue that the origin of the sense of self stems from the sensitivity to spontaneous movements. Based on this, the organism develops a sense of “I move” and, finally, a sense of “I can move”. Proprioception and kinesthesis are essential in this development. At the same time, we argue against the traditional dichotomy between so-called external and internal senses, agreeing with Gibson that perception of the self and of the environment invariably go together. We discuss a traditional distinction between two aspects of bodily self: the body sense and the body image. We suggest that they capture different aspects of the sense of self. We argue that especially the body sense is of great importance to our nonconceptual sense of self. Finally, we attempt to draw some consequences for research in cognitive science, specifically in the area of robotics, by examining a case of missing proprioception. We make a plea for robots to be equipped not just with external perceptual and motor abilities but also with a sense of proprioception. This, we submit, would constitute one further step towards understanding creatures acting in the world with a sense of themselves.


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Ubiquitous Computing: Any Ethical Implications?


*em colaboração com 

J. A. Quilici-Gonzalez, 

G. Kobayashi e 

M. E. Quilici Gonzalez



In this article, the authors investigate, from an interdisciplinary perspective, possible ethical implications of the presence of ubiquitous computing systems in human perception/action. The term ubiquitous computing is used to characterize information-processing capacity from computers that are available everywhere and all the time, integrated into everyday objects and activities. The contrast in approach to aspects of ubiquitous computing between traditional considerations of ethical issues and the Ecological Philosophy view concerning its possible consequences in the context of perception/action are the underlying themes of this paper. The focus is on an analysis of how the generalized dissemination of microprocessors in embedded systems, commanded by a ubiquitous computing system, can affect the behaviour of people considered as embodied embedded agents.



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A virada informacional na Filosofia: alguma novidade no estudo da mente?

* em colaboração

com M. Eunice Quilici Gonzalez e

João Antonio de Moraes


Analisamos o conceito de informação a partir da hipótese de Adams em The informational turn in Philosophy, segundo a qual ocorreu na década de 1950 “uma virada de grande abrangência na Filosofia” com a publicação do artigo de Turing “Computing Machinery and Intelligence”. Adams sustenta que novos rumos estariam sendo delineados na pesquisa filosófica tendo como base o conceito de informação no tratamento de questões clássicas, tais como o problema da relação mente-corpo, percepção-ação, a natureza do conhecimento, dentre outros. Concordando parcialmente com Adams, julgamos, entretanto, que sua hipótese enfrenta dificuldades, sendo a mais fundamental delas concernente aos diversos significados atribuídos ao termo “informação”.  Argumentamos que ainda que o conceito de informação subjacente à proposta mecanicista de Turing, segundo a qual “pensar é computar”, esteja sendo empregado na Filosofia, isso ocorre não por seu teor mecanicista, mas, principalmente, pelo pressuposto representacionista vigente nessa área. Nesse sentido, a virada informacional na Filosofia não seria inovadora, uma vez que desde os seus primórdios a reflexão filosófica sobre a natureza da mente se apoia no pressuposto representacionista. A novidade residiria não especificamente na proposta de Turing, mas nas reflexões sobre a natureza da informação, especialmente da informação ecológica, e de sua relação com a ação.


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John Dewey e o evolucionismo: contribuições do pragmatismo pra o estudo da ação habilidosa

*em colaboração com

Adelheid M. L. Chiaradia


Neste trabalho, investigamos, num viés pragmatista, algumas teses evolucionistas e sua possível contribuição para nosso entendimento do conceito de ação habilidosa na Filosofia da Mente e da Ação. Em The Influence of Darwinism on Philosophy, John Dewey apresenta várias considerações a respeito do possível impacto do evolucionismo darwiniano na concepção de conhecimento. Primeiramente, observa Dewey que a tradição filosófica ocidental está fortemente influenciada pela intuição de que conhecer é apreender a forma imutável ou idéia de um objeto. Para Dewey, a concepção de eidos, que os escolásticos traduziram como espécie, forma permanente para além e acima do fluxo natural das coisas, se tornou o princípio central tanto do conhecimento quanto da natureza, tornando-se a própria lógica da ciência. A noção de eidos remete a uma doutrina metafísica muito forte na filosofia nos últimos dois mil anos: a de que há uma constância formal no fluxo natural das coisas que o conhecimento científico deve apreender. Segundo Dewey (1909/2009), na Biologia essa doutrina teve forte influência na noção de espécie como a manifestação viva de diferentes formas de ser que transcendem os indivíduos. A observação da permanência de traços gerais de geração em geração fortaleceu a idéia de que haveria uma essência da espécie de que o indivíduo seria apenas um portador temporário. Por isso, a simples palavra do título da obra de Darwin “origem” combinada à palavra “espécie” provoca no pensamento filosófico uma revolução que, segundo Dewey, se compara à revolução copernicana, algumas de cujas implicações procuramos investigar.


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