Marcos Antonio Alves


Informação e Conteúdo Informacional: Notas Para um Estudo da Ação

É comum a expressão de que vivemos na era da informação. A informação virou um elemento de alto valor político, social e econômico. O seu domínio, obtenção, distribuição são frequentemente utilizados como parâmetro para definir o poder ou grau de progresso de um grupo social. O seu controle costuma gerar ações, por vezes benéficas, outras vezes altamente destrutivas. Neste trabalho, que dedicamos ao prof. Trajano, sempre atento à reflexão e efetivação da ação moral, esboçamos algumas relações entre informação e ação. Tratamos, inicialmente, de uma noção quantitativa de informação, sugerida pela Teoria Matemática da Comunicação. Expomos a concepção de comunicação, entendida como um processo de transmissão de informações de uma fonte para um destino. Em seguida, apresentamos Gonzalez, m. e. q.; Broens, m. c.; Martins, C. Ap.(Org.) 1 2 2 a concepção de informação desenvolvida por Shannon, cuja preocupação central é com a quantificação da informação. Ele visa estabelecer a quantidade de informação em uma fonte, a fim de que ela possa ser transmitida do modo mais eficiente possível. Feito isso, expomos críticas a essa concepção quantitativa de informação. Atentamos especialmente para a relação entre informação e entropia e sobre o conteúdo informacional. Para finalizar, esboçamos algumas relações entre comunicação, informação e ação, com especial atenção à ação moral.


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Esboço de uma concepção informacional da inteligência



Neste trabalho investigamos algumas 

noções de inteligência e de informação e sugerimos um esboço de uma concepção informacional da inteligência. Apresentamos algumas concepções de inteligência, começando pela proposta cartesiana dualista da mente, visão filosófico-especulativa, com preponderância metafísica. Em seguida apresentamos uma perspectiva radicalmente distinta, embasada no espírito científico empirista, sugerida pela psicologia cognitiva. Finalizamos a seção expondo algumas perspectivas que procuram considerar tanto o aspecto científico empírico quanto o filosófico especulativo.

Na terceira seção expomos algumas 

caracterizações de informação. Iniciamos com uma perspectiva quantitativa e em seguida apresentamos algumas concepções que buscam explicitar seus aspectos qualitativos. Na quarta seção sugerimos uma concepção da inteligência baseada no conceito de informação. Depois de propor uma noção de informação e da sua manipulação eficiente, definimos a inteligência a partir deste conceito.



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Implicação e Informação: uma análise quantitativo-informacional da implicação material

com Ítala Loffredo D'Ottaviano



Usualmente, costuma-se atribuir, em termos semânticos, valores de verdade V ou F às fórmulas da linguagem de um sistema. Neste trabalho, introduzimos uma semântica informacional para a Linguagem da Lógica Proposicional Clássica, LPC, e atribuímos uma quantidade de informação a cada fórmula da sua linguagem. Nosso principal objetivo consiste em mostrar que a implicação material usual não captura a noção de informação, tal como desenvolvida na Teoria Matemática da Comunicação, TMC, por pensadores como Shannon. Na perspectiva da TMC, só pode haver informação onde há dú-vida que, por sua vez, exige a existência de alternativas,o que pressupõe escolha, seleção, discriminação. Para Shannon e Weaver (1949, p. 8): “[...]a informação relaciona-se não ao que você

realmente diz, mas ao que poderia 

 dizer. É uma medida da liberdade de escolha quando se selecionauma mensagem.”

O objetivo principal nesta abordagem é encontrar meios de quantficar a informação, a fim de transmiti-la eficientemente, de um local para outro. Em geral, não são considerados os aspectos semânticos, qualitativos da informação, pressupostos em trabalhos como os de Dretske(1981) e Gonzalez (1996).


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