Marcelo de Araújo


Os algoritmos e os desafios às novas configurações acadêmicas


        A questão que temos de nos colocar agora é se as novas ‘máquinas de escrever’ poderiam também ser utilizadas um dia para gerar trabalhos acadêmicos como monografias, dissertações de mestrado e teses de doutorado. O objetivo deste artigo é chamar a atenção para a emergência de tecnologias para a geração automática de textos e para o impacto que isso pode ter na vida acadêmica”, propõe Marcelo de Araujo, em artigo enviado à IHU On-Line. O título original do autor é Algoritmos já escrevem milhares de artigos em jornais e livros vendidos na livraria Amazon. O próximo passo é a geração de trabalhos acadêmicos. Mas isso contaria como plágio?


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Gerador de teorias. Hipóteses científicas não caem do céu: cada vez mais, são geradas por inteligência artificial



           Existem, atualmente, mais de 50 milhões de artigos científicos disponíveis online. Estima-se que a cada três minutos um novo artigo apareça. Nesse contexto, formular uma hipótese científica original é cada vez mais difícil. Nenhum cientista consegue mais ler toda a literatura produzida em sua própria área de pesquisa! Porém, para formular uma hipótese original, ele ou ela precisa de saber o que tem sido produzido sobre determinado assunto. Como resolver esse problema?

É aí que entra a inteligência artificial. Ela aparece como ferramenta para ‘ler’ toda a literatura sobre um tema científico e sugerir, em seguida, algumas hipóteses promissoras.  


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Smart drugs: um debate que ainda não começou no Brasil


           Enquanto o Supremo

Tribunal Federal - STF discute a descriminalização das drogas, não é a maconha, cocaína ou crack que vêm despertando o interesse de muitos estudantes nas universidades brasileiras. As novas drogas estão longe da violência dos pontos de venda disputados pelo tráfico. Elas são adquiridas de modo seguro em farmácias ou em sites na internet. A preferida entre os estudantes é o metilfenidato, mais conhecido como Ritalina. Outra substância que também vem sendo consumida é o modafinil, vendido no Brasil como Stavigile.

Esses medicamentos não estão sendo usados por estudantes para tratar nenhuma doença. Jovens saudáveis vêm recorrendo a remédios "tarja preta", receitados por psiquiatras e controlados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, para se preparar para provas e concursos, ou para permanecer mais focados enquanto elaboram monografias e outros trabalhos acadêmicos. Nas universidades americanas e europeias esses remédios passaram a ser conhecidos como "nootropics" ou "smart drugs" – drogas da inteligência. Pesquisadores denominam de "aprimoramento cognitivo" (do inglês cognitive enhacement) a capacidade que certas substâncias teriam para estimular o poder de concentração e melhorar a memória.


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Guest Post: Pervitin instead of coffee? Change in attitudes to cognitive enhancement in the 50’s and 60’s in Brazil


​         How does our attitude to drugs in general shape our reaction to “smart drugs” in particular? Ruairidh Battleday and Anna-Katharine Brem have recently published a systematic review of 24 studies on the effect of modafinil on healthy individuals. They concluded that “modafinil may well deserve the title of the first well-validated pharmaceutical ‘nootropic’ agent.”This publication has rekindled the debate on the ethics of “smart drugs”. Of course further studies are necessary for a better assessment of the safety and efficacy of modafinil. But if modafinil, or some other drug, proves safe and effective in the future, are there reasons to oppose its widespread use in society?


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Eutanásia, ortonásia e suicidio assistido: a ética do respeito à dignidade e à autonomia de pacientes em estágio terminal


         Nos últimos anos a legislação brasileira que trata da proteção da dignidade e da autonomia de pacientes em estado terminal passou por importantes transformações. A nova legislação brasileira foi bem recebida por um amplo segmento da sociedade, incluindo-se aí a comunidade médica, a igreja católica, e jornalistas. A discussão em torno desse tema passou a ser articulada em torno do conceito de “ortotanásia”. O objetivo deste artigo consiste em, por um lado, apresentar argumentos em favor do suicídio-assistido, uma prática atualmente proibida pela legislação brasileira, mas que seria, como se procura mostrar, coerente com os fundamentos morais da nova legislação brasileira. Por outro lado, procura-se mostrar também que o conceito de “ortotanásia” é inteiramente inadequado para uma discussão pública ampla desse tema, pois ele envolve, de modo implícito ou explícito, idéias teológicas e metafísicas que podem não ser compartilhadas por um amplo segmento da sociedade.


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