Juliana Moroni


Uma reflexão filosófica sobre o conceito de informação ecológica


Investigações sobre o conceito de informação, de natureza ontológica e epistemológica, têmrevelado um campo fértil para o estudo filosófico do processo de aquisição do conhecimento.Tal estudo se desenvolve através de perspectivas que abrangem desde concepçõesestritamente formais até aquelas que entendem a informação como fator emergente da relaçãoentre organismos e ambiente. Nesse sentido, a presente dissertação tem como objetivo realizar um estudo epistemológico da relação entre informação e percepção-ação. Para isso,focalizamos as características centrais da relação agente-ambiente no plano da açãosignificativa. Tais características também são investigadas através de questões éticas queenvolvem o uso da informação em aparatos tecnológicos espalhados no ambiente. Nessecontexto, apresentamos inicialmente um breve relato histórico-filosófico da “viradainformacional na Filosofia”, para, posteriormente, centralizar nosso estudo na abordagemexternalista da percepção-ação e sua relação com a informação ecológica. Argumentamos emdefesa da hipótese de que a Filosofia Ecológica oferece subsídios teóricos inovadores para aanálise da relação informacional que se estabelece entre agente e ambiente no plano da açãosignificativa. Finalmente, discutimos implicações éticas da “virada informacional” naFilosofia a partir da concepção ecológica de informação. Argumentamos que as tecnologiasque emergem da “virada informacional” propiciaram o surgimento de uma Ética voltada aoestudo das consequências do seu uso na vida cotidiana dos indivíduos. Questionamos até que ponto as tecnologias informacionais possibilitam o surgimento de

affordances

tecnológicasque podem influenciar a percepção-ação de organismos situados em nichos que as incluem.


dissertação na íntegra CLIQUE AQUI

O conceito de informação no contexto da teoria da auto-organização

* em colaboração com

M. Eunice Quilici Gonzalez


Este trabalho tem como objetivo realizar um estudo do conceito de informação nocontexto da teoria da auto-organização, mostrando a sua relevância para a Filosofia Ecológica eFilosofia da Mente. Procuramos caracterizar a informação como um processo de auto-organização, sendo este, por sua vez, definido segundo Debrun (1996) e Gonzalez (1998; 2004)como um processo de desenvolvimento espontâneo de organizações através da interação entreelementos distintos que constituem um sistema dinâmico e complexo. Nesse sistema, oselementos se encontram e interagem, originando novas formas de organização, sem que haja a presença de um centro controlador absoluto. Elementos causais ou interacionais que iniciam o processo auto-organizado são, em parte, responsáveis pelo direcionamento desse processo emum novo contexto. Ressaltamos que para Debrun, a interação entre os elementos é a base centraldo processo de auto-organização; a maneira como os elementos interagem entre si subdivide aauto-organização em duas etapas, quais sejam: a) primária e b) secundária. A auto-organização primária se caracteriza, basicamente, pela interação predominante de elementos realmentedistintos e ausência de memória. Já a auto-organização secundária é definida como interaçõesentre elementos distintos e semi-distintos que, através de processos de aprendizagem evoluem para patamares superiores de complexidade. Nesse contexto objetivamos mostrar as implicaçõesda Teoria da Auto-Organização para o estudo da informação no contexto da ação, bem como arelação entre informação, auto-organização e conhecimento.


texto na íntegra CLIQUE AQUI

Estudo epistemológico do conceito de informação no âmbito das vertentes cibernética, ecológica e semântica


A informação tem sido objet o de estudo por parte de filósofos e cientistas desde a primeira metade do século XX. Tais estudos têm provocado discussões acaloradas acerca danatureza ontológica e epistemológica da informação. O problema a ser interpretado nestetrabalho gira em torno de duas questões principais que norteiam os estudos filosóficos acercado conceito de informação, quais sejam: a) o que é informação e b) qual a função da informação no processo de aquisição do conhecimento no 

contexto da relação entreorganismo e ambiente. Tendo em vista as duas questões, o nosso objetivo central é investigar a natureza epistemológica do conceito de informação, ressaltando a sua relevância para afilosofia da mente e da ação, principalmente no contexto das obras:

The informational turnin philosophy (Adams, 2003; 2008),  Informação e conhecimento: notas para umataxonomia da  informação (Gonzalez, et.al, 2004), The mathematical theory 

of communication (MTC) (Shannon e Weaver 1949; 1971), 

Computing machinary and intelligence (Turing, 1950),

Cibernética e sociedade: o uso humano de seres humanos

(Wiener, 1950; 1993), The ecological approach to visual perception (Gibson, 1979; 1986), Steps to an ecology of mind

(Bateson, 1986), Naturalizing the mind  e Knowledge and the flow of information (Dretske, 1981; 1995), entre outras.


texto na íntegra CLIQUE AQUI


Informação e significado: os limites do naturalismo representacional dretskeano

* em colaboração com

M. Eunice Quilici Gonzalez


Este trabalho tem como objetivo realizar um estudo da relação entre informação, percepção e significado no contexto do Naturalismo Representacional proposto por Dretske (1995). Procuramos mostrar que essa relação é estudada a partir de uma concepção externalista da percepção dos organismos que focaliza os aspectos dinâmico e coletivo da percepção. Os problemasdecorrentes do pressuposto representacional dretskeano e os limites do seu naturalismo tambémconstituirão objeto de reflexão deste trabalho.


texto na íntegra CLIQUE AQUI

.

Epistemologia ecológica: a concepção de uma nova teoria doconhecimento proposta por Gregory Bateson


Este trabalho tem como objetivo analisar o conceito de informação no contexto daepistemologia ecológica proposta por Gregory Bateson (2000), ressaltando os parâmetros para aconcepção de uma nova teoria do conhecimento. Procuramos mostrar que a epistemologiaecológica batesoniana funda-se na concepção sistêmica de natureza que propõe ainseparabilidade entre organismo e ambiente. Esta inseparabilidade está centrada na noção de“ecologia da mente” proposta por Bateson, a qual reúne pensamentos filosóficos clássicos econtemporâneos sobre a natureza da mente, com o intuito de criar novos parâmetros que possamnortear a sua teoria do conhecimento. Tais parâmetros estabelecem um modelo de relação entreorganismo e ambiente baseado na noção de flexibilidade dos padrões de ação que definem ocomportamento dos organismos entre si e com o meio que habitam.


texto na íntegra CLIQUE AQUI